Sabe...
Como? Explicar não sei
Mas Hoje
Estou a sentir o céu tão baixo
Estou a sentir o céu tão baixo
A ponto de olha-lo, toca-lo
E de tão falso
Enfurecer e quebra-lo
Sabe...
Me desafio todos os dias a
não buscar teu perfume
Até me encarcero para não ir
de encontro
E me vejo tão fraco
Fraqueza que causo para não
haver forças
Para nem por descuido chamar
o teu nome
Me contrario inclusive
Numa jornada tão descabida
Sondando meu coração de
mulheres
Que não despertarão em mim
mais que desejo
Que pouco a nada despertarão
o tal zelo
E muito menos o sentimento
mais nobre
Querendo que ao menos costume
o tempo me dê
Afim de que dessa angustia
ainda reste vida
E desse martírio outro amor
me tome
Queria Eu
Saber previamente
Que o tempo não cura
A ferida não sara
Dói
Custa cicatrizar
O infinito no peito pode soar
menos profundo
Mas ainda será, mesmo que o
mundo pare
O céu pode até não desabar
Mas de nada me importa o céu
Sem sol, sem lua sem noite a
estrelar
Ainda me vejo a viver
A preferir me perder
Me perder do ar
Que a vida se perca no
instante
A que por mais de um segundo
Sem você
Estar