terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sem norte

Busco atalhos, atalhos de trilha mais breve
Me perdi do restante
Dormi no caminho, e segui sozinho até este instante

Diga-me!
Onde é o caminho mais curto para a contemplação?
Caminhei nesses dias sem rumo, de pé no chão
Sem bussola para me apontar o norte
Sem luz do sol a me apontar direção
E ainda não me recordo muito bem o que vim fazer tão distante
Somente sei: Fui  pego em flagrante pela desolação

E a despeito dos que seguiram avante
Digo que um dia avistarei luz do sol
E saberei caminhar ao leste no amanhecer
E levarei em meus pés cada pedra que pisei nesse chão

E quem sabe não mais busque conforto em folhas em branco
E das escolhas que fiz não mais me arrependa
E até me surpreenda quando não houver mais pranto




domingo, 12 de janeiro de 2014

O Homem Nenhum

Embriagar-me em solidão é o que me restou
Se nada mais me completa
Na frivolidade que se arrastou minha vida
O que mais mudaria
Se não o discurso da relativa alegria?

Busquei acalantar minhas magoas
Reviver meus anseios
A modo de que os receios me fossem subliminares
E não me impusessem mais nada
Apenas me impulsionassem

Mas vi que nesse eterno descontentamento vou perecer certamente
Não suporto essa pasmaceira que me envolvi
Que obrigatoriamente vivi
E vivo diariamente

Bem me sentia há uns anos atrás
Me sentia aventureiro pelas ruas dessa cidade
Boêmia era meu nome do meio
E meu nome primeiro era Liberdade

Era uma paixão a cada esquina
Amava intensamente
Por horas, por dias e ocasionalmente por meses

Mas nunca até então havia eu vivido sem sentimento algum
É triste para um homem a apatia
Se o amor era o que me preenchia os dias
Hoje sinto pena
Me sinto apenas o "homem nenhum"