No dia em que você se foi
Eu deixei de amar
Eu deixei de apreciar os aromas ao me autoflagelar em lembranças
E assim me abriguei num quarto escuro e frio
Onde não houvesse um vespeiro à me ameaçar
Nenhuma adaga a me apunhalar ao refletir em seu gume, esperança
Eu te amei
Te amei muito
Te amei tanto
Que até doía
E sentia... muito
Uma sensação confusa, de solidão
Um pranto infindável que eu despejava em cada canto
Cada lamúria que me entranhava o peito
Em cada sorriso que eu calei em vão
E não só de escuridão se faziam meus dias
Eles compunham períodos extensos de luz ofuscante
Assim como também foram as noites sombrias
As garrafas vazias
As paisagens acinzentadas
Como as calçadas frias
Em que passei madrugadas
Entre riscos e frases que eu escrevia
Hoje eu não entendo ao certo o por quê tanto sofria
Mas uma coisa eu sei
Eu te amei
Amei muito
Amei tanto
Que até doía
E sentia... muito
Pois você não sentia
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Longe de casa. Qual casa?
Tanta coisa fora de lugar
Enquanto eu me mantive distante
Os móveis já não são mais os mesmos
O quarto não tem o mesmo cheiro
Nada mais me pertence
Já que não há mais fotos na minha estante
Sinto que algo se perdeu em um momento
Em algum momento
Mas os intervalos são grandes demais
E tudo o que eu poderia pontuar dessa história
Ficou superficial de tal forma que eu já nem lembro mais
E olhando em cada semblante dos que habitam esse quadrado
Me vem a vontade de chorar sem saber
Se a lágrima vai escorrer
E se a mesma cair
Pelo que?
Se a despedida se fez de forma tão pouco aprazível
Talvez fosse o que melhor caberia naquele instante
Pra que mantivesse um fio ligando dois pontos
Mesmo que como nylon, seja pouco visível
Pode ser que nada tenha mudado o lugar
Que somente eu não esteja lá
E o que me faz lembrar
É o que me deixa sensível
Enquanto eu me mantive distante
Os móveis já não são mais os mesmos
O quarto não tem o mesmo cheiro
Nada mais me pertence
Já que não há mais fotos na minha estante
Sinto que algo se perdeu em um momento
Em algum momento
Mas os intervalos são grandes demais
E tudo o que eu poderia pontuar dessa história
Ficou superficial de tal forma que eu já nem lembro mais
E olhando em cada semblante dos que habitam esse quadrado
Me vem a vontade de chorar sem saber
Se a lágrima vai escorrer
E se a mesma cair
Pelo que?
Se a despedida se fez de forma tão pouco aprazível
Talvez fosse o que melhor caberia naquele instante
Pra que mantivesse um fio ligando dois pontos
Mesmo que como nylon, seja pouco visível
Pode ser que nada tenha mudado o lugar
Que somente eu não esteja lá
E o que me faz lembrar
É o que me deixa sensível
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Eu definitivamente preciso...
Eu só preciso de um dia
Um dia pra sentar e escrever
Um dia para nada pensar
Quem sabe um dia pra desabafar
Ou um dia a mais pra esquecer
Eu preciso estar só, um minuto
Só, mas não solitário
A necessidade é de me desprender do mundo
E que tudo que se envolveu em minha vida fique a espera
Trancado no armário
E finalmente eu respire o ar
Eu preciso de uma dose de desapego
Uma gota a mais de sossego que venha a me acalmar
Não há demasia nesse pedido
Quero um instante comigo
Imprescindível como água
Mas em partilhas pequenas para não me afogar
Eu só quero um dia
Eu só preciso de um dia
Eu definitivamente preciso...
Um dia pra sentar e escrever
Um dia para nada pensar
Quem sabe um dia pra desabafar
Ou um dia a mais pra esquecer
Eu preciso estar só, um minuto
Só, mas não solitário
A necessidade é de me desprender do mundo
E que tudo que se envolveu em minha vida fique a espera
Trancado no armário
E finalmente eu respire o ar
Eu preciso de uma dose de desapego
Uma gota a mais de sossego que venha a me acalmar
Não há demasia nesse pedido
Quero um instante comigo
Imprescindível como água
Mas em partilhas pequenas para não me afogar
Eu só quero um dia
Eu só preciso de um dia
Eu definitivamente preciso...
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