Seria fácil se você tivesse há alguns passos do meu olhar
Seria simples eu bater em sua porta em um fim de tarde por mero costume
Talvez meu coração não pulsasse alucinadamente se fosse simples assim
E eu não pensaria de segundo em segundo como seria bom te encontrar
Não escutaria canções de sabor adocicado
Talvez nem saberia mais escrever sobre amar
Mas essa luz que nos rodeia é tão bela
Que nos situa mesmo em face da distância em um espetáculo monumental
É como se estivéssemos no palco de um lindo teatro
Onde a luz que nos evidencia é pontual
E entre milhares de histórias de enredos tristonhos
Vivemos um romance que surge subitamente
E que o sentimento é o ator principal
quarta-feira, 26 de março de 2014
domingo, 23 de março de 2014
Colcha de retalhos
Eu sei, se eu me permitir cairei de amores incontrolavelmente
Eu sei que esse amor é loucura
É demência do peito, que não deixa quieto nem corpo e nem mente
É demência do peito, que não deixa quieto nem corpo e nem mente
E essa chama que acende, em meio a essas brasas
Faz pensar no que tento dia a dia evitar
Naqueles momentos que ainda não vivi ao seu lado
Mas que me pego acordado a sonhar
Me esquivei, desviei de todas as formas desse encanto eminente
Me esquivei, desviei de todas as formas desse encanto eminente
Mas basta uma simples mensagem eu olhar
Já me inspiro a cantar as canções mais bonitas de amor
Me derreto como um sonho de valsa
Como flocos de neve cedendo ao calor
Eu almejo intensamente que esse amor me arrebate
Mas devo ser coerente
Que me arrebate em face da reciprocidade
Pois amor nenhum merece ser vivido nos braços da solidão
Que me arrebate em face da reciprocidade
Pois amor nenhum merece ser vivido nos braços da solidão
E eu não mereço outra agulha fazendo buracos em meu coração
Por isso em cautela me pego a pisar
Pois se no caminho eu vir a tropeçar
Que ainda haja forças para me erguer
Mesmo que não haja mais força pra amar
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