Eu me faço tão facilmente
Eu me iludo em um segundo
Sinto aromas de perfumes sem valor
Mas mais vagabundo é esse que me fantasia
Vagabundo esse amor!
Que transforma qualquer essência em lavanda
Que minha mente disfarça
E meu peito desanda
E na ilusão me afaga, sem ao menos um beijo
Maldito esse amor que me pega
Me invade e me amarga o desejo
Que como silício envenena minha alma
E como martírio
Põe em cheque minha calma
Que em verão se faz sauna
Nos invernos, Alasca
Pra que eu pereça no frio
Mas nem do teu corpo desfrute
Mas só teu sorriso me basta.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
domingo, 10 de novembro de 2013
Ironia imensa essa vida
Que irônia imensa essa vida
Que contraria a sí própria
Que dela só se nota a existência
Quando a ausência se faz maior
Que irônia imensa se faz nessas cores
Que deixam de existir ao se unirem em uma só
Como o mar vive seu affair?
Como pode ser esse amor libertino?
A lua linda se mostra ao mar
E o Sol passa a ser o seu mero Voyeur
Que contraria a sí própria
Que dela só se nota a existência
Quando a ausência se faz maior
Que irônia imensa se faz nessas cores
Que deixam de existir ao se unirem em uma só
Como o mar vive seu affair?
Como pode ser esse amor libertino?
A lua linda se mostra ao mar
E o Sol passa a ser o seu mero Voyeur
Mas que triangulo de platônico imenso
Onde não há encontros e nem recomeço
No qual o Sol se esconde e a Lua ilumina
E o mar posa em seu acalanto
Desinibido ao lado do sol
E o mar posa em seu acalanto
Desinibido ao lado do sol
Entre pinturas e fotografias
Mas que irônia maior seria
Um poeta que vive de amor
Mas que irônia maior seria
Um poeta que vive de amor
Logo eu que canto os devaneios do peito
Não conseguir demonstrar meu carinho
Não conseguir declarar meus anseios
Mas porquê motivos a vida é uma verdade ardida?
Impondo a quem sente
Não conseguir demonstrar meu carinho
Não conseguir declarar meus anseios
Mas porquê motivos a vida é uma verdade ardida?
Impondo a quem sente
O tabu
Que torna o humano tão frágil
Mas absolve os de sentimento nenhum
Que torna o humano tão frágil
Mas absolve os de sentimento nenhum
E outros tolos como eu
Deixam o amor pelas calçadas
Deixam o amor pelas calçadas
Porque de amor sente muito
Mas de coragem, nada.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Contra-tempo, contra o tempo
Lembra quantos apuros passamos?
Aqueles dias caçando moedas pelos cantos da casa
Ouvia seus pais dizerem horrores
Em frases do tipo:
Ele não será nada.
Eram injúrias difamatórias
Profecias humilhantes e desprezíveis
E graças a mim, equivocadas.
A sorte até bateu a minha porta
Mas o que seria de mim se ao invés de lavar minha cara
E voltar para a guerra
Tivesse deixado meu peito entregue à derrota?
Sonhamos a partir de pedras? Sim
Vislumbramos distantes horizontes
Queriamos que exalasse lavanda em flores de carmim
Vivemos dos males o pior
Em frases do tipo:
Ele não será nada.
Eram injúrias difamatórias
Profecias humilhantes e desprezíveis
E graças a mim, equivocadas.
A sorte até bateu a minha porta
Mas o que seria de mim se ao invés de lavar minha cara
E voltar para a guerra
Tivesse deixado meu peito entregue à derrota?
Sonhamos a partir de pedras? Sim
Vislumbramos distantes horizontes
Queriamos que exalasse lavanda em flores de carmim
Vivemos dos males o pior
E dessas pedras nós erguemos pontes.
Mas você
Não está mais aqui
E nós sabiamos que seria assim
Eu plantei, chorei, lutei...
Colhi
Você não sabe a falta que faz
O quanto seria bom te ligar e dizer
"Consegui"
Como eu queria te olhar nos olhos
E agradecer por simples existir
Como eu queria me entregar ao absurdo
E desfrutarmos da beleza que é o viver
Em prazeres ceder
Ao amar, deixar ser
Como eu queria ligar e dizer...
Mas você
Não está mais aqui
E nós sabiamos que seria assim
Eu plantei, chorei, lutei...
Colhi
Você não sabe a falta que faz
O quanto seria bom te ligar e dizer
"Consegui"
Como eu queria te olhar nos olhos
E agradecer por simples existir
Como eu queria me entregar ao absurdo
E desfrutarmos da beleza que é o viver
Em prazeres ceder
Ao amar, deixar ser
Como eu queria ligar e dizer...
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