terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Tarde ou cedo, quem sabe?

Pensando, fugi do pensamento
E ergui a cabeça olhando para o norte
E me despi das impurezas que habitavam meus dias
Me livrei da desgraça implorando sorte
E me envolvi novamente
Num passo curto e cauteloso
Um passo delicado, ousado e um tanto medroso
Tardio mas perdido em sabores, em cheiros e ambos em dores
Em zelo, tão cedo e tão tarde para nos perdermos
E nos encontrarmos em tantos rumores
Em braços macios, em lábios vermelhos que inclinam a mente
A transmitir um desejo
E apreciar cada dia, apreciar cada beijo
Saudável como vacina, a cura para meu desespero
O êxtase que vem abolindo a carência da minha vida
E me dando a sina de mais um receio....

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Me arraste paro o inferno...

Ela sempre me arrasta
Um empuxo tão forte que eu me sinto um grão de areia a mercê da sorte
Eu me sinto uma gota de orvalho que se seca ao sol
Um sonho que acaba com o amanhecer

Ela fez tudo ser tão complexo
Ela me tornou tão dependente
Que eu hoje...  me sinto indefeso

Porque eu nunca vou me esquivar da sua presença
Nunca irei me livrar desse sentimento
Que arde como nunca ardeu
E queima num fogo intenso
Que antes me renovava e agora me corroi
E rasga o peito,num impulso desesperado
De um coração
Que implora para se libertar

E mesmo que ela esqueça,
Eu ainda vivo, como sempre vivi essas sensações
Eu ainda dependo de a ver respirar
Eu ainda tenho as mesmas ambições
Eu não sei até onde isso pode ir
Não  sei até onde essa dor pode me levar
Não sei até onde você falou a verdade
Porque agora está tudo tão rápido pra você
E eu não sei mais em que acreditar

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

minhas pernas..

Hoje eu me feri por mim mesmo
Feri por uma subita curiosidade
Iludi, me iludi, mas cobrei algo que não era mais meu
Teria sido o silêncio uma fuga mais branda
Não deveria ter ousado tanto a ponte de não ser covarde
Não deveria ter ouvido o lado que queria me machucar
Mais sensato seria deixar
E madrugar mais uma noite
E esperar a ferida cicatrizar...
Eu precisei desse fim
Eu escolhi cada lágrima que escorreu e cada uma que ainda irei derramar

domingo, 27 de novembro de 2011

Eu tentei...

Eu tentei segurar até onde eu pude essa dor
Esse assolamento, essa imensidão de folhas secas que habitaram meu coração
Que se espalharam e irreversívelmente decomporam-se
Eu rezei para aguentar uma ferida tão latente
Eu implorei para não derramar mais lágrimas
Segurei até agora, para me derramar em solidão de uma vez
E me ferindo de fora a fora
Rasgando cada canto da minha alma
O que fere ainda mais é saber
Que esse amor fere, mas não sara
E jamais vai sarar, e a simples razão dele não se fazer mais presente
São erros que nunca poderemos apagar
E agora...
Quase impossível conviver
Mas tudo que eu queria era conseguir voltar no tempo
Para evitar todo esse tormento aterrador
E não deixar nada disso acontecer...

sábado, 26 de novembro de 2011

Foi melhor,.. foi melhor por enquanto

Nós nos desfazemos em Lágrimas
Por dias, por meses em alguns anos
E o afastar era o que restava para o sorriso pairar pelo menos por um momento
Não sei por onde você anda, nem você sabe por quanto tempo eu irei vagar
Mas nós mantivemos sentimentos acesos, mantivemos as lembranças guardadas
E a certeza de dizer foram ótimos tempos
E arrepender deixou de ser
Lamentar deixará de ser, e mesmo incerto como fui a  decidir
E mesmo inquieto esses dias e noites sem dormir
Saber que se abriu o sorriso que eu esperei
E saber que mesmo aos poucos eu e você voltamos a sorrir
Faz acreditar que foi o melhor para você como parece que foi o melhor pra mim

E a agradecer fico hoje, e ficarei
Pois eu sei que amor assim eu vivi ao extremo e senti o mais nobre sentimento
Sentimento o qual nunca irei esquecer
Foi melhor por enquanto
Boa sorte :)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Livre ser, dependente sou

Desprezei um pedaço que ficou
Andei e segui por muito tempo sem senti-lo em mim
E agora que perdi realmente entendi

Sei bem o que ocorreu
Eu deixei a falta corroer, até o fim me encontrar
E corri depressa para alcançar
Mas a pé já não havia como
E veloz como se foi
Exatamente como cai
Vertiginosamente despenquei
E fui parar ao teus pés
E me algemei, me aprisionei pois ali encontrei segurança
E foi assim que me comportei
Até então
Não respirei para não roubar teu ar
Mas não te libertei com medo de não te encontrar
E assim fiquei, sem rumo, sem você e sem ar
Com medo de livre ser e mais medo de te perder
Porque certeza eu só tenho e tive a certeza de amar
De amar você

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Fiz esse poema para lembrar para as pessoas que ser autentico não significa ficar copiando o que é de fora, e nem se adequar a realidades menores, a grupos isolados, ser diferente é ser único, não estar a busca de notoriedade, banalizando culturas que eram importantes que haviam um significado, como as tatuagens que viraram um enfeite apenas, onde hoje poucas pessoas fazem com um significado, como os piercings e como a quantidade de fumantes adolescentes, alcoólatras juvenis, que usam tais coisas para se afirmar na sociedade, para se incluir e ser admirado por NADA.
Leiam e reflitam!

As faces que me rodeiam
Lançam olhares que me incomodam
Lançam andares que fogem ao ritmo
Criam estórias que me enojam
Trazem memórias que repugno

Louvem ao inusitado
Por simplesmente inusitado ser
Apreciem a covardia de enjaular-se
Mantenham mentes ausentes
Justifiquem a alienação
No fato de querer ser
Transparecer algo novo, e irreverente
Mas que não é, nunca foi, nem será diferente

Enfeitar-se, isolar-se não é nada fascinante
Pintar corpos sem motivo
Desenhos rabiscados com toques de artistas natos
Lindos desenhos pintados em corpos que nada valem
Neles, obras de arte sem sentido
Pobres inúteis buscando o fútil
Tornam o que pra alguns é algo real
Um simbolo de liberdade
Transformam figuras incríveis, repletas de sentimento e verdade
Em uma busca desenfreada pelo notório
Uma corrida incessante e ridícula
Por popularidade


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Desventuras


Nossos nomes desvairados e afls.
Esqueci cada um.
Em ponto de dizer-lhes e nega-los o que sempre fiz
Em todos os dias da minha vida
De todos os enganos que eu me permiti

Revoga-los para buscar o fim da busca
E entreter-me para distrair minha cabeça confusa
Desprender-me da minha condição avulsa
Para encantar-me com mais uma mentira doce
De tristeza ou felicidade intrusa

Visceral, infernal, latente
Os olhos que me inspiram o amor
Os versos mais belos
Saem gotas de tristeza que se secam ao vento
Intensificam as sensações
Vivendo, estando, equilibrando aos extremos
E nas paixões os enredos
E nas versões, emoções
Que envolvem multidões em verões
Que somem no tempo

Mas que assim como foi
Alguns ficam
E se movem, até que se provem
Até se comovem, sem destoar de um restante
Que aspira além de um instante
Sim
Talvez um romance
Sim
Talvez um drama,
Ou uma história para nunca esquecer
Simplesmente querendo
Uma vida para se viver

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fazer-me, refazer-me




Os meus dias foram de luto
Luto sim, por uma vida que morreu
Por uma esperança que findou
Em meio a tantas vivencias
O mal que me tinha é o que prevaleceu

O que mais me fazia displicente
É o que me deixou doente
A ponto de doar-me por inteiro
A esperança que queimou, ainda queima aqui por hora
E espera que a demora
Faça o meu coração bater sem medo

E que a comoção aconteça
Como deveria ser
Sem me desmanchar em lagrimas
Mas em pedra, deixar de ser

Para inalar cada cheiro
E me refazer por completo
O que me fazia as cores
Retomar meus desejos
E vive-los
Não só nos meus poemas
Mas vive-los por inteiro

domingo, 28 de agosto de 2011

Minha liberdade, meu personagem


Calo-me em base das minhas deduções
Preocupo-me mais com as consequências
Do que com decepções
Me esvaio, e me encontro se esquivando pela tangente
Saio ileso mais uma vez de outro conflito ardente
E me vejo em terceiro
Para entender meus enganos
Me faço espelho dos que me difamam
E sigo encantado por mim mesmo
Assombrado como Narciso
Divago de minha essência
Para não me explicar
E me deixar surpreender
Antes a me ver indeciso
Me questionar? Necessário
Me acorrentar? Impossível

Os algozes temem a me ver
Receio da difusão da minha imagem tão liberta
Receio da libertinagem tão moderna
Algo que só se assume em personagem
O meu está solto
É Romeu
O seu, nem eu, nem você
Ninguém sabe

Quando eu deixei de ser...

E foi deixando se esvair cada pequeno detalhe de mim
Fui acalmando as lembranças
Para sentir cada vez menos as consequências
Foi abafando as mudanças que eu me trancafiei em alguém que não sou eu
E me deixei de ser progressivamente
Até um dia esquecer de mim
E o que me fere por completo
É que apesar dos sacrifícios teus
Apesar dos sacrifícios meus
Talvez eu não seja mais quem você sonhou
Talvez... Eu nunca mais seja

sábado, 27 de agosto de 2011

...

Meus sonhos são imensos, do tamanho do mundo
Eu guardo cada lasca de realização aqui
E não me reduzo, não me confundo e nem desvirtuo
Porque tudo que eu sonhei, é real
E se o meu destino não fosse ser tudo
O que eu descrevi seria inútil
Eu não saberia me levantar ao acordar, e nem deitaria a noite à dormir


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Passando...


Hoje, decidi expor mais uma vez minhas idéias nesse espaço vasto.
A necessidade de extrair minhas dores, de explorar os meus medos, de declarar meus amores
Mesmo expondo tantas fragilidades, eu prefiro torna-las extensões do meu corpo
A que permitir que estas criem rastros que me tornem escravo dos meus próprios rancores.
Hoje, escolhi difundir tantas incertezas que me tornam inconstante
Afim de despertar  minha mente, e entender finalmente
Que o que me torna inconstante e louco
O que define quem sou e me destrói aos poucos
É exatamente o que me distancia de tantos
O que me torna poeta

É o que me difere, mas não me completa.