segunda-feira, 29 de outubro de 2012

O que ainda espero...

Tudo poderia nascer em um segundo
E me fazer apreciar a beleza dos dias
A pureza dos olhares que se vão
As cores que se formam no amanhecer
Nas noites estreladas ao teu lado
Nos braços que permitem o calor
E por quê não o amor?
Que só se faz em segredo
Quando nada se espera
Quando se busca razão pra viver

E por quê me interessaria
Se fosse simplório o sentimento
Por que eu deixaria as palavras sem rumo
Largadas ao vento
Se o mundo não busca o que eu te propus
Se cada lábio que eu toco se vai nas ondas do esquecimento
E os passos que eu dou vão de encontro ao incerto
Incerteza que desde o principio seduz

Mas nada intervem
Só o tempo
Que não me permite dizer
Que não apresenta tua face
Mas em meus sonhos já pude dizer
Te encontrei. Prazer!

domingo, 28 de outubro de 2012


...Se todos os dias me passasse uma névoa de solidão
A cada desilusão buscaria em alguém alicerce
E procuraria nos desejos mais profanos... distração
E porque não, declararia os males do amor aos quatro ventos
E me limitaria a caminhar olhando para o chão

E na desistência talvez um encanto quebrasse todas as barreiras
E eu propusesse ao destino que acabasse com as minhas decepções
E ao me ferir
Entender por mim mesmo


quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Dos meus sonhos? A canção...

Não sei
Sinceramente
Não sei se queria reencontrar o amor
Se gostaria de sentir o calor
De me apaixonar perdidamente

Mas sinto
A falta de sentir
Algo maior que o vazio que se instalou

Talvez fosse a dor
Que me mantivesse intenso
Que me ligasse de alguma forma ao principio
A razão
Talvez fosse a unica razão
A fazer me sentir verdadeiramente vivo

E foi tão triste a mudança
Saber que nenhum rosto me vem a cabeça
Saber que há meses nenhuma paixão me encanta
E quando me vejo a frente de uma ligeira faísca
Essa faísca umedece e apaga

E por quê não dizer dos meus sonhos?
Que se foram junto as ilusões
Que de mãos dadas quebraram guitarras e violões
E calaram há três anos as cordas que vibravam minha voz

Não ouvi mais canções
Para que houvesse cura
Antes que eu me envolvesse em meio as multidões
E tentei me enquadrar mas não consegui
Me nego a ser
Sei que nunca irei ser
E prefiro partir a viver
sendo apenas mais um em milhões









sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Uma fração de razão...

Perco as noções do mundo
E se me despedaço
Por um amor improvável
É porque desse sonho não encontro um fim
Mas também desse abismo não encontro o fundo

Porque nem só de sorriso me passa a felicidade
Só bastaria um olhar
Que viesse certificar algo maior que saudade

Talvez se eu te fosse mais ausente
Quem sabe fosse o suficiente
Sentimento esse
Que me bate e me domina
Quase que completamente
Restando uma pequena fração de razão
Para que eu não me perca em desespero
Jamais seria fatal
Sem decepção

Quem me dera houvesse um sentido
Algo que a mim valesse mais que a vida
Uma carta de alforria
A me libertar da solidão

Mas sem razão
Eu nada sei
O que faria? Se faria?
Se do pior vestiria
E me despir da bondade
Para enganar meu coração.