terça-feira, 24 de junho de 2014

Eu deixei que se fossem, mas não deixo por nada

A cada amor uma nova confusão
A cada história mais um assunto a não resolver
Mais uma linha desenlaçando o novelo

Sou alguém que não deixa nada se desfazer
Por motivos simples de se sentir
Difíceis de se dizer
Cada coração que eu peguei, me deu uma razão pra sorrir
Assim como fiz as que o meu coração entreguei

E tem gente que mede
Que por orgulho não cede
Nem remedia a quem o impede

Mas eu me faço fácil demais
Por isso posso afirmar que amei
Ah como amei
Amei a quem sofri por dois dias
Amei quem eu beijei por 6 meses
Amei quem vivi por três anos
E tanto amei quem eu ainda amo e tive tão brevemente

Mas não quero ver ninguém em meus braços
Que seja assim livremente
Que suas conquistas voem pelo mundo a fora
E se a mim retornar
Que apenas retorne sem assuntos pendentes

Como esses amores que larguei por essas estradas
E que por cada razão que sorri
Eu deixei que se fossem

Mas não deixo por nada

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Pouco importa

Como eu gostaria de saber todas as coisas
De desvendar todos os mistérios
E enlaçar-me pouco a pouco em tua boca
Ganhar mais palavras doces aos meus versos
E perder a seriedade como melhor fazemos dessa vida
Caminhar lentamente como dois embriagados
Ou como dois apaixonados, assim como dita a nossa condição ambígua

Como eu me aconchego no contorno do teu colo
Vivemos da ternura mais suave, das intenções mais adocicadas
Mas basta uma fagulha apenas, para tornar incêndio essas brasas

E tão difícil é mensurar essa realidade
Se nem nós conseguimos rotular qual a nossa verdade
Não sabemos como, nem por quanto tempo será
E pouco importa o que virá
Entre amizade, affair ou vaidade
Se o que nos envolve é mais peculiar
Que qualquer conversa vazia em mesas de bar
Que qualquer eco que soa nessa cidade
Pouco importa o nome
O Endereço
Ou o que irão falar
Se o que nos move é a cumplicidade