domingo, 25 de março de 2012

Como tsunamis

Um poema
De absoluta certeza
Súbita consciência que me invadiu essa noite
E adormeci num leito tão terno
Idealizando nos sonhos as intensões mais belas
Surtindo os efeitos das despedidas
Saudando as emoções repentinas
Saboreei sensações em olhares
No esvoaçar de cabelos molhados
Nos gestos de livre expressão
Transbordei meu coração de alegria
Como tsunamis
Transbordando mares

E saciei o desejo
De me encantar novamente
Um encanto sutil
Controlável
Que foi sim uma busca
Uma loucura evidente
Mas por demais, agradável
Crescente
Se permitido
Permissivo
Mas vivido lucidamente
Um encanto diferente
Com riscos
Imprevisível
Mas um momento perfeito
A deparar a tentação
E me envolver em outros lábios 

Alguém para chamar de amor

Eu poderia usar mil palavras para descrever o seu sorriso
Eu poderia igualar a alegria
Quando ao teu lado estiver
De ruina a Paraíso

Eu me libertaria de cada conceito pré-moldado
Para surpreender a cada dia
E me desdobraria se preciso
Para confortar-te nesta noite
E te aquecer
Quando não suportar mais o frio

Ocasiões eu criaria para te encontrar por um acaso enganoso
E iludiria o tempo para que ele não fosse tão rápido
Lamentaria a distância tão curta
Entre te encontrar e dar o ultimo passo

E dentre todas as adversidades
Eu me esquivaria das injúrias
Se assim causasse o sabor mais envolvente
Se te fizesse mais entregue em peito e alma
E tua boca em minha boca percorresse
E corações pulsassem no mesmo padrão
Num ritmo acelerado
Inconsequente

Mas pudera eu conseguir te doar meu amor
Você teria um homem pra chamar de seu
E eu teria alguém para transbordar carinho
A me encantar dia a dia
Eu faria do inferno o céu
Para que fosse tudo como sempre sonhou
E eu não precisaria me sentir sozinho
Pois eu teria alguém...

Alguém para chamar de amor

terça-feira, 20 de março de 2012

Disposto a...

As vozes melodiosas quase me desiludiram
Me aproximei do fundo da minha amargura
E a mesma se estendeu
E envolveu dos pés ao sorriso
E tornou finito o maior dos prazeres

Violentaram as minhas virtudes
Me negando incentivo
Sem nenhum alivio
Ignorei todos eles

E me atirei pelo mundo
Propagando minha verdade
Analisando a olho nu
Cada pedaço da minha vida
A custos altos eu continuo
Vivendo, escrevendo
Musicando meus versos
Extremos em cada composição
Trilhados de sentimentos adversos
Orgulho, ódio e medo
Quedas, lamúrias, paixão
Ascensão
Que seja

Eu perseverante sou
Contrariando a selva ao meu redor
E ao que for preciso
Eu não renego os meus medos
Dou do meu corpo
Meu sangue
A expor a luta e o suor
E deixo aos ventos as palavras
Na ruas meus passos
E com plena sinceridade
Enfraquecido ainda exclamo

Eu morro por minha ARTE

sábado, 3 de março de 2012

03 de março

Nunca pensei
Ou melhor
Já pensei várias vezes
Mas nunca assim
Que uma noite tão tensa
Não me deixasse dormir

E essa madrugada de sexta
Me fez virar do avesso
E escrever quatro textos
Com o mesmo tema

Já passou da meia noite
E eu escravo
Acordado
Esperando amanhecer
Desejando um abraço
No terceiro dia do mês
Aniversário do Chico
Dia 3 de março

São duas da manhã
Pelas 8 eu trabalho
Morfeu não vem me ajudar
Ela não sai da cabeça
E vou encontrar o meu pai
Bem pior que cansado

Desses poemas de rimas
Todo estruturado
Eu detestei cada um
Mas precisava dizer
Que ainda fico abalado

Meu defeito

Se sanidade me falta
Eu entendo
Estar a tua volta é imprescindível
E mesmo querendo seria demais
Seria uma linha tênue
Entre o raro e o quase impossível

Quando a luz acender
Meu masoquismo aparente
Ficará nítido em ti
Que te ver ainda é melhor que devia
Meus sentimentos, todavia
Não deveria sentir

Mas a escolha foi de quem
Eu sugiro a você que me diga
Eu sei, meu amor
A escolha foi minha
E só minha
Tentativa frustrada de me proteger

Você não disse
Mas queria
Você fez de tudo pra eu me arrepender
E o ato em si foi direito
O desenrolar, imperfeito
No que resultou?
No sofrer
E agora
Qual foi meu defeito?
Não saber te perder...



Minha pequena, (virgula)

Eu preciso te dizer
Que esse verão é tão frio
Que esse quarto é vazio
E meu amor ainda queima

Eu preciso escutar tua voz
Poder exclamar meu amor
Saber que não eu
E sim Nós

Eu preciso desvencilhar essas mágoas
Me encantar sem pudor
Pois renegando o amor
Eu não encontrei mais nada

Eu preciso me contradizer duas vezes
Para voltar ao princípio
E se caso preciso
Negar a mim por três vezes

Eu só preciso
De uma nova loucura
Da sua cama tão minha
E da beleza tão sua

Eu preciso esquecê-la
Mas não consigo não vê-la
Me conformar que perde-la
Se tornou um fracasso

Só que nem quero. Só preciso
Mas até preciso, e não acho

E por que não dize-la
Desse amor tão fugaz
Inevitável demais
Para jogar da janela

E sem escapar
Não conseguirei agora
E talvez nunca
Jamais
Sem sair do lugar

Porque tudo é muito
Um pouco demais
Porque é tão presente
Nos copos, nas xícaras
Nos domingos de tarde
Lanchonetes de esquina
Nas paredes riscadas
Até nas Padarias, nas casas
Nos shows e até nos quintais

São lembranças constantes
De uma pequena virgula
Que ficou infinita
Enfim
Marcante demais...

Tanto diamante quanto areia...

Não entendo como pode
Tudo ser construído
Em cima de algo tão forte
E destruir nosso castelo

No qual eu acreditei piamente
Que era uma fortaleza
E sem fraqueza
Jamais ia desmoronar

Estruturado em diamantes
Foi assim meu ideal
Eu construí com um amor que nunca irá findar
Com ou sem você comigo
Não haverá outro igual
Nunca seria banal

Mas foi no sopro mais intenso
Foi ao chão sem nem piscar
O castelo de areia
Foi-se a se desmanchar
E eu continuei ali preso
Enterrado
Quase morto
Diferença quase nula
Um falecido á respirar

E nessa morte tão vivida
Não me resta quase nada
A bebida não preenche
Nenhum beijo eu desejo
Nenhum corpo me excita
Nenhuma canção me embala

Resta a mim
A caneta
E nem vontade me vem dela
Já sei que ela se apaixona
E não te tira da cabeça
Ela escreve, enquanto eu sinto
E assim eu te espero

Se o telefone tocar eu suspiro
Se não tocar... eu me rendo