Emitiu um som sofrido
Mas de tão distante não se ouviu a mensagem
Era quase imperceptível misturado aos ruídos dessa cidade
Sua voz reverbera pelos cantos, nos becos, nos montes e nas vielas
Muitos a julgam irrelevante
Outros a julgam pelo mesmo motivo que se escondem dela
Pode ser duvidosa, insensata, conservadora ou moderna
Cada um tem a sua, mas uma será absoluta quando propicia a hora for
Se juntam os ponteiros a subtrair o tempo
Acusados apostam que ela jamais se revela
Misteriosa, inconstante e as vezes manipulável
Feliz daquele que melhor a interpreta
Ou quem melhor a distorce de forma agradável
E se possível fosse abraçar uma causa perdida
Para que a mesma absolva sua realidade
Um lampejo de razão bastaria
Se existisse em todos menos divergência
Se cada individuo vivesse apenas sua própria existência
Se essa mãos se juntassem para abraça-la como ela é
Todos a veriam
Todos saberiam
A verdade...
quarta-feira, 28 de maio de 2014
terça-feira, 27 de maio de 2014
Covarde é quem desperta um amor que não sabe viver
Quando ouvi essa chuva cair
E essa brisa tocou como a frieza tua
Nada abrandou o meu peito
Desajeitado fiquei
Ridicularizei meu orgulho
Ao achar que era amor
O que a ti não passou de aventura
E pudera eu conseguir viver com essa falsa verdade a qual me impôs
Covardia tua amornar essa água pra que eu me banhasse
Pois como essa água que amorna é impura
Mais cruel foi o teu discurso
Mais desolador foi saber dessa tua mudança
E mais me entristece ver tua postura
E não te permito proferir mais nenhuma promessa
Não haverão mais planos que você possa estar
Traga de volta meu coração apenas
Se é que ele ainda é capaz de pulsar
Não deixe empoeirar em sua estante os sonhos alheios
E só volte a dizer meu nome de novo
Se um dia se ver capaz de amar...
E essa brisa tocou como a frieza tua
Nada abrandou o meu peito
Desajeitado fiquei
Ridicularizei meu orgulho
Ao achar que era amor
O que a ti não passou de aventura
E pudera eu conseguir viver com essa falsa verdade a qual me impôs
Covardia tua amornar essa água pra que eu me banhasse
Pois como essa água que amorna é impura
Mais cruel foi o teu discurso
Mais desolador foi saber dessa tua mudança
E mais me entristece ver tua postura
E não te permito proferir mais nenhuma promessa
Não haverão mais planos que você possa estar
Traga de volta meu coração apenas
Se é que ele ainda é capaz de pulsar
Não deixe empoeirar em sua estante os sonhos alheios
E só volte a dizer meu nome de novo
Se um dia se ver capaz de amar...
domingo, 11 de maio de 2014
O sopro, a gota e o desarme
A paciência é algo que não me habita, não me cabe
Talvez eu pereça pela sua ausência
Essa insanidade que eu me permito viver pode ser o sopro
O ultimo suspiro para que meu mundo desabe
E meu peito desarme a gritar
Um grito afim de deixar ecoar pelo vento
Amores, dores, vivências
Lamentos
E a me conformar que meu manifesto é tristonho
Deixei me invadir essa angústia
Que esse vento possa trazer-me mais vida
Que essa vida venha a trazer mais um sonho
E em meio a esses versos que mancham esses guardanapos
Outro copo vem adentrar minha solidão
Pudera eu reverter esse quadro
Mas se só na tristeza me expresso
Desse ardor sou escravo
E assim eu me entrego a esse desconforto
Deixo as gotas salgadas percorrerem meu rosto
Meu manifesto de peito ferido está entregue ao mundo
Por hoje, só por hoje...
Talvez eu pereça pela sua ausência
Essa insanidade que eu me permito viver pode ser o sopro
O ultimo suspiro para que meu mundo desabe
E meu peito desarme a gritar
Um grito afim de deixar ecoar pelo vento
Amores, dores, vivências
Lamentos
E a me conformar que meu manifesto é tristonho
Deixei me invadir essa angústia
Que esse vento possa trazer-me mais vida
Que essa vida venha a trazer mais um sonho
E em meio a esses versos que mancham esses guardanapos
Outro copo vem adentrar minha solidão
Pudera eu reverter esse quadro
Mas se só na tristeza me expresso
Desse ardor sou escravo
E assim eu me entrego a esse desconforto
Deixo as gotas salgadas percorrerem meu rosto
Meu manifesto de peito ferido está entregue ao mundo
Por hoje, só por hoje...
sábado, 10 de maio de 2014
A vida é tão breve...
A vida é tão breve não é?
E de tão breve que a vida é
Se admite qualquer dissonância
Pois o som é eterno em seu ecoamento
Mas por lamento mais breve ainda é a vingança
A vida é livre a quem se permitir ser
A vida é...
Breve
Não breve a referir-se do quanto ela dura
Mas breve nas mudanças
Breve nos sentimentos
Apenas breve
E leve
Assim como levo a esperança
A vida é tão breve
Que faz-se a bagunça em um instante
E dessa bagunça dura mais a lembrança
E de tão breve que a vida é
Se admite qualquer dissonância
Pois o som é eterno em seu ecoamento
Mas por lamento mais breve ainda é a vingança
Que essa indispõe o vingado
Do momento frustrado até o seu julgamento
A vida é tão breve
Rasteira como a bruma do amanhecerA vida é livre a quem se permitir ser
A vida é...
Breve
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Avivar o vivo, sufoco
Já fui pretensioso a ponto de achar que nada poderia dar errado
E confiante fui ao me doar por inteiro
Cansei dessas meias verdades estampadas em rostos vazios
Cansei dos "enfins" se tornando consolos desses devaneios
Projetei em mim
No futuro
Nela, por ela e talvez mais por mim uma certeza intragável
Vejo que por muito excedi
Transbordei em sufoco porque em demasia sentia um querer insaciável
Desejo intenso de tocar seu corpo, de sentir seu cheiro
De embarcar sem rumo nessa compulsão
E jamais me importei com seus "apesares"
Tão pouco em viver sua confusão
Tão pouco em viver sua confusão
Mas como um artista sem cores
Eu não soube amar com prudência
E talvez de tanto avivar essas cores
Elas saturaram e se perderam em sua própria existência
E nos sabores que apeteciam apenas no olhar
Eu gastei em minha boca a pimenta e o sal
E nos sabores que apeteciam apenas no olhar
Eu gastei em minha boca a pimenta e o sal
E na utopia que em ti eu criei
Ver você partir foi uma consequência
Mas sinto apenas a virgula, não um ponto final.
Mas sinto apenas a virgula, não um ponto final.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Tenha calma e voe com o vento!
Talvez eu não entenda os seus motivos
Talvez eu jamais entenda esse retardo que foi imposto ao amar
Eu sei que seria loucura agir de outra forma
Talvez essas histórias se cruzem por anos
Sem jamais se encontrar
Talvez esse destempero ao lidar com essa distância seja a ruína
Seja o gatilho para findar a esperança
Pode ser o tudo ou nada
Nocivo como Heroína
Pode ser que seja um momento efêmero
Como pode estar a manifestar-se aquela que me persegue
E se esse fato procede
Que provocação insana dessa maldita sina!
Me põe de frente a um romance incomparável
Traça linhas em minha folha em branco
Me torna um perdido apaixonado
E assassina as chances desse amor ser um pouco
Ao menos um tanto... mais palpável
Mas quem sabe dessa não me venha mais matures?
Um momento pra eu entender sobre meus próprios valores?
Talvez seja uma lição imprescindível a alguém que jamais quis viver meios amores
E quem sabe assim, somente assim a paciência me encontre
E a despeito da insensatez
Que eu deixe de tentar entender seus motivos e passe a viver o tempo
Pois o destino a mim diz:
Tenha calma e voe com o vento!
Talvez eu jamais entenda esse retardo que foi imposto ao amar
Eu sei que seria loucura agir de outra forma
Talvez essas histórias se cruzem por anos
Sem jamais se encontrar
Talvez esse destempero ao lidar com essa distância seja a ruína
Seja o gatilho para findar a esperança
Pode ser o tudo ou nada
Nocivo como Heroína
Pode ser que seja um momento efêmero
Como pode estar a manifestar-se aquela que me persegue
E se esse fato procede
Que provocação insana dessa maldita sina!
Me põe de frente a um romance incomparável
Traça linhas em minha folha em branco
Me torna um perdido apaixonado
E assassina as chances desse amor ser um pouco
Ao menos um tanto... mais palpável
Mas quem sabe dessa não me venha mais matures?
Um momento pra eu entender sobre meus próprios valores?
Talvez seja uma lição imprescindível a alguém que jamais quis viver meios amores
E quem sabe assim, somente assim a paciência me encontre
E a despeito da insensatez
Que eu deixe de tentar entender seus motivos e passe a viver o tempo
Pois o destino a mim diz:
Tenha calma e voe com o vento!
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