Sai a francesa dos nós de meu peito
Que o destino feito me seja sublime
Pois já fui largado
E já deixei de fato
Um ato descrente do amor findado
Um ato descrente do amor findado
E que mera sina, permita a colhida
E desse amor simplesmente eu viva
E do que vivi
Meu relato darei ao mundo
Meu relato darei ao mundo
Ao lado de outras adveio absurdos
Tantos infortúnios a despedaçar
E meramente observei
Sem nada poder fazer
Sem nada poder fazer
E vi mais uma vez seu teto se desfazer
E meu castelo desabar
E nem permiti declarar o escondido
Nunca me declarei ao proibido
Desejo de amar a quem já teve amor
Mesmo que esse amor nunca fosse correspondido
E assim que o tempo a distanciou
Ela nunca teve a ciência desses meus anseios
E eu nunca controlei esses meus lampejos de amor
Mas sempre primei a quem mereceu
E a ela dei como amizade a forma mais bela
Antes a deixar viver primeiro
A que acabar a sombra de Nereu
Todos os desenhos
Futuro esse que eu desenhei
Já sonhei, e afoito segui
Avistei sua face e enfim me acalmei
De castelos e pontes erguidas
Muralhas, ruínas
Muralhas, ruínas
De formas mais rudes me cerquei
Nadei por riachos
e por água abaixo
Se foi meu sorriso
De incerteza essa
Que eu propaguei
Não me mande embora
Me deixe lá fora
Ao menos eu choro num vão solitário
As gotas da chuva são frescas aqui
Te olho tranquilo através da janela
E que um dia essa bela me faça feliz