quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Quinta-fria

Mais uma tarde de chuva que vem
Uma tarde vazia de quinta
Outra brisa que toca o meu rosto
Que ilude o meu corpo
Ao fechar meus olhos

Que parecem mãos a acariciar meu rosto
Que me traz lembranças antes de trazer desgosto
São gotas que se revoltaram contra o céu
Querendo quebrar o silencio
E convidando o frio a me invadir de novo

Me congelei
Agora meu coração não responde
Minha mente distante
Só se esconde
E a carne sim
Queima por desejos de natureza torpe

Ao menos o frio me torna menos humano
Me impõe um Eu mais mundano
Aquele Eu mais errante
Mais ao acaso
Mais libertino
Mais fascinante

Essas gotas

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Um pouco mais só...

Hoje só por hoje
Optei pelo caminho mais facil
Me entorpeci de qualquer coisa que me veio a mente
Sai do meu estado comum
Distrai uma cabeça conturbada finalmente

E decidi não mais viver grandes amores
Mas apreciar mais as cores
E sentir novos sabores

Nunca mais deixar me entrelaçar sentimentos avassaladores
Mas sim pequenas e curtas paixões
Que me supram o afeto
A carencia de momento
Que me deixam satisfeito
Por hora

Assim não carrego ninguém para o abismo
Me eximindo de culpas maiores que minhas angustias
Me libertando atras dos sons
Soltando a voz
Me envolvendo em novos e insignificantes lençois
Para continuar um pouco vivo
Um pouco mais só

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Algumas Palavras...

Palavras possuem o poder desconcertante
De causar boas lembranças
De trazer paz e de destruir admiração
E de aniquilar esperanças
São poucas palavras que bastam para entender a ingratidão
Para perceber como o esquecimento é conveniente
Para fazer a ilusão desaparecer e entender que ninguém muda
Nem eu e nem você
Foram algumas palavras que me fizeram esquecer o choro
Que lágrimas são um tesouro
Que não se deve atirar às pedras, nem lamentar não haver merecedor pra elas
Algumas palavras que me fizeram acreditar que eu não errei ao dizer Adeus
As dúvidas que me restavam disseram adeus também
E eu cansei de morrer cada dia
Chegou a hora de deixar você sair de mim
Agora posso seguir minha vida...

domingo, 22 de janeiro de 2012

Eu...

Talvez eu seja só mais uma soma de uns detalhes não planejados,
Decepções não resolvidas e um sentimento involuntário de aventureiro
Sou musico, sou poeta, sou amante e sou boemio
Se é assim que me fiz, é assim que sou
Na brisa da madrugada que encontro as respostas
Só mais um na névoa que gela os copos
E que inspira os cantores
A cantar coisas tristes, suas vidas e seus amores...

Sempre há dor onde há emoção,,,

O meu impulso me levou esta noite
Não resisti a tentação de buscar algo teu novamente
Não sei o que passou em minha cabeça
Quando ouvi o "alo" tudo que estava preso
Continuou preso na minha mente
Mesmo com tanto para falar
Eu engoli e fui irrelevante
Se a intensão fosse ser invísivel
Eu fui incrivel
Mas a proposta era te mostrar horizontes
Era findar essa magoa pelo menos
Para podermos
Mesmo não querendo
Seguirmos em frente
Como eu tentei, como você conseguiu

Agora o orgulho me mata de novo
Como na minha própria canção
E eu vou esperar outra chance de contar o que aprendi com tudo isso
A professora mais sabia, mas não a mais bela
Foi ela
Solidão
E ela me ensinou que sempre há dor onde há emoção
Por mais lindo, por mais que haja alegria
Em base disso...

Quem sabe um dia
Distante... eu te esqueça
Ou quem sabe outro dia eu possa te mostrar meu coração
Mais uma vez
Possa acabar com essa angustia
Que eu possa entender essa confusão

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Até onde? Até quando?

Eu tento me esquivar dessa dor
E ela se renova e se multiplica dia a dia
E o que mais me machuca
É que meu olhar se ilude
Se perde
No andar dessas esquinas

E eu rasgo o meu peito em orgulho
Pois mesmo não querendo
Eu quero
Mesmo num olhar sutil
Te procuro

E procuro sim
Vestígios nessas noites vazias
E quando não há, eu me lembro de vivencias que não viram dias
Eu lembro de sonetos que não possuem três versos
Eu recuso alegria para que mesmo em face da lamúria
Eu possa te ter mais por perto

E me sinto tão pouco
A mercê da emoção
Pois meu dedo apontou um amor
Que me fez voluntário
E meu coração se doou
E num desatino inocente
De um coração imaturo, inseguro de pureza que findou
Ficou Doente
Se tornou displicente
E eu...
Dei metade de mim

E você me afundou
Por um orgulho ferido
Sendo tanto ao ego o pouco
A metade não era o bastante
E o que você me tomou
Não foi hoje
Nem foi menos
Foi a me despedaçar na  avalanche.
E a síntese mais exata para resumir o meu dano
É o Todo.
E a questão que me atira ao choro
Será eternamente infindável
Até onde verdade no Antes?
Até onde apenas um sonho?
O que fez se tornar tão distante?

Meu Cárcere...

As vezes eu me sinto tão preso
Num cárcere estranho e louco,
Um cárcere onde eu estou livre para voar
E mesmo com tanto mundo para vagar
Eu me trancafiei sozinho
Atrás dessas grades que ardem em fogo

Alguns dias eu queria me apegar a algum vicio
Algo que me entorpecesse quase que completamente
Para que nada pudesse me atingir
Pelo menos não até a próxima dose
Um escape efêmero para o meu tormento

Eu gostaria que pelo menos por um dia
Objetos afiados não fossem tão atraentes
E gostaria que mesmo em momentos tão involuntários
Eu pudesse controlar esse inferno
Que por alguns segundos eu fosse um tanto menos deprimente
Ou eu caísse num mal permanente
Pra que ao menos compartilhasse essa dor
Afim de que  a minha morte completa te fizesse morrer só um pouco
E você entendesse, não sentisse.
Não como eu sinto
Mas só percebesse o mal que causou

Eu imploraria por uma forma mais branda de ter você em meus pensamentos
Eu queria lembrar como se não houvesse mais mágoas
Não queria admitir que de ti eu me perco em falta
Que esse amor maldito ainda habita meu peito
E que eu posso me acostumar com a dor
Mas sinceramente
Não sei se um dia essas lágrimas vão parar de rolar.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Pense nas formas mais insanas de demonstrar um afeto
Veja cada segundo perdido
Veja a sombra num rosto se esvaindo
Seja por um segundo a razão de ver um coração aberto

E sinta em si o que você pediu a vida inteira
Peito aberto a trilhar um caminho torto
Um caminho torto, mas lindo
E sem fronteira

Que se expande a cada dia
Se renovam sentimentos
Mudanças correndo soltas
Buscando uma voz doce
A ternura
Buscando um amor sem censura
Numa voz que se mistura ao vento

Atemporal, irracional, tão pouco
Mas tão intencional
tão novo
Violento, mas tão calmo, tão sereno
Sem saber o que isso pode se tornar
Sem saber como ele pode me tomar