segunda-feira, 8 de junho de 2015

As mães e as Janelas

As mães e as janelas
Aguardam o soprar do vento e se aconchegam
Descruzam os braços a ver no sol um movimento

Através das janelas se enxerga longe, tão distante
Sem se quer necessitar a presença pra compreender o contexto
Sabedoria sincera e sutil
Vezes um tanto hostil
Ao ser proferida por quem; do mundo; já conhece o bastante

E sabe-se que assim teimoso como sempre fui
Fecharia as portas
Quando não agradável as palavras dela
E mesmo ao aturar meu murmuro
Abriria a cortina e diria
Quando fechar as portas
Deixarei abertas as janelas