terça-feira, 30 de agosto de 2011

Desventuras


Nossos nomes desvairados e afls.
Esqueci cada um.
Em ponto de dizer-lhes e nega-los o que sempre fiz
Em todos os dias da minha vida
De todos os enganos que eu me permiti

Revoga-los para buscar o fim da busca
E entreter-me para distrair minha cabeça confusa
Desprender-me da minha condição avulsa
Para encantar-me com mais uma mentira doce
De tristeza ou felicidade intrusa

Visceral, infernal, latente
Os olhos que me inspiram o amor
Os versos mais belos
Saem gotas de tristeza que se secam ao vento
Intensificam as sensações
Vivendo, estando, equilibrando aos extremos
E nas paixões os enredos
E nas versões, emoções
Que envolvem multidões em verões
Que somem no tempo

Mas que assim como foi
Alguns ficam
E se movem, até que se provem
Até se comovem, sem destoar de um restante
Que aspira além de um instante
Sim
Talvez um romance
Sim
Talvez um drama,
Ou uma história para nunca esquecer
Simplesmente querendo
Uma vida para se viver

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fazer-me, refazer-me




Os meus dias foram de luto
Luto sim, por uma vida que morreu
Por uma esperança que findou
Em meio a tantas vivencias
O mal que me tinha é o que prevaleceu

O que mais me fazia displicente
É o que me deixou doente
A ponto de doar-me por inteiro
A esperança que queimou, ainda queima aqui por hora
E espera que a demora
Faça o meu coração bater sem medo

E que a comoção aconteça
Como deveria ser
Sem me desmanchar em lagrimas
Mas em pedra, deixar de ser

Para inalar cada cheiro
E me refazer por completo
O que me fazia as cores
Retomar meus desejos
E vive-los
Não só nos meus poemas
Mas vive-los por inteiro

domingo, 28 de agosto de 2011

Minha liberdade, meu personagem


Calo-me em base das minhas deduções
Preocupo-me mais com as consequências
Do que com decepções
Me esvaio, e me encontro se esquivando pela tangente
Saio ileso mais uma vez de outro conflito ardente
E me vejo em terceiro
Para entender meus enganos
Me faço espelho dos que me difamam
E sigo encantado por mim mesmo
Assombrado como Narciso
Divago de minha essência
Para não me explicar
E me deixar surpreender
Antes a me ver indeciso
Me questionar? Necessário
Me acorrentar? Impossível

Os algozes temem a me ver
Receio da difusão da minha imagem tão liberta
Receio da libertinagem tão moderna
Algo que só se assume em personagem
O meu está solto
É Romeu
O seu, nem eu, nem você
Ninguém sabe

Quando eu deixei de ser...

E foi deixando se esvair cada pequeno detalhe de mim
Fui acalmando as lembranças
Para sentir cada vez menos as consequências
Foi abafando as mudanças que eu me trancafiei em alguém que não sou eu
E me deixei de ser progressivamente
Até um dia esquecer de mim
E o que me fere por completo
É que apesar dos sacrifícios teus
Apesar dos sacrifícios meus
Talvez eu não seja mais quem você sonhou
Talvez... Eu nunca mais seja

sábado, 27 de agosto de 2011

...

Meus sonhos são imensos, do tamanho do mundo
Eu guardo cada lasca de realização aqui
E não me reduzo, não me confundo e nem desvirtuo
Porque tudo que eu sonhei, é real
E se o meu destino não fosse ser tudo
O que eu descrevi seria inútil
Eu não saberia me levantar ao acordar, e nem deitaria a noite à dormir


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Passando...


Hoje, decidi expor mais uma vez minhas idéias nesse espaço vasto.
A necessidade de extrair minhas dores, de explorar os meus medos, de declarar meus amores
Mesmo expondo tantas fragilidades, eu prefiro torna-las extensões do meu corpo
A que permitir que estas criem rastros que me tornem escravo dos meus próprios rancores.
Hoje, escolhi difundir tantas incertezas que me tornam inconstante
Afim de despertar  minha mente, e entender finalmente
Que o que me torna inconstante e louco
O que define quem sou e me destrói aos poucos
É exatamente o que me distancia de tantos
O que me torna poeta

É o que me difere, mas não me completa.