É um desperdício tão grande
Quando olhamos para os passos dados no chão
Sendo apagados pela poeira
Tomados pela sensação de estar sem raiz
Impedindo a nascente de seguir seu rumo
Represando em pedras
Amor sutil que nascia
E crescia na timidez
Mas ainda ao longe
Se via sem amparo
Sem manto e sem prumo.
É quase intolerável situar nossos olhares
Em caixas vazias
Em coleções frias de casos banais
Negar braços dados
Lábios colados
E noites
Poucas, mas incríveis noites
De abraço apertado
Carinhos trocados
A ti agarrado olhando pro mar
Ignoraria o tempo
Se ainda houvesse
Regressaria àqueles dias
Se pudesse
E mudaria meu discurso
Sugeriria dias e noites completos de amor
E que fosse sincero, sem medo
Em laço firme
Voltaria a te envolver em meus braços
Te entregaria estrelas se pudesse
Mas te entrego meu mundo
sábado, 17 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Um poeta deixa de ser poeta quando ouve a razão?
Eu sempre tive pouco controle sobre tudo
Era um amante a moda antiga
Entregue aos amores mais profundos
Quando numa noite a beira mar
Eu me desiludi
E me deixei perder os amores que viriam
Me deixei pra não me ver em laços
Mas pergunto agora
Se prudente fui ao deixar escapar-me o meu ultimo abraço?
Se ao me amedrontar nessas escolhas
Não atirei pela janela minha redenção?
Será que me agarro em dilemas, pra escapar dos problemas?
Um poeta deixa de ser poeta quando ouve a razão?
Quem dera soubesse em um ultimo beijo
Qual destino certo ao meu coração
Era um amante a moda antiga
Entregue aos amores mais profundos
Quando numa noite a beira mar
Eu me desiludi
E me deixei perder os amores que viriam
Me deixei pra não me ver em laços
Mas pergunto agora
Se prudente fui ao deixar escapar-me o meu ultimo abraço?
Se ao me amedrontar nessas escolhas
Não atirei pela janela minha redenção?
Será que me agarro em dilemas, pra escapar dos problemas?
Um poeta deixa de ser poeta quando ouve a razão?
Quem dera soubesse em um ultimo beijo
Qual destino certo ao meu coração
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