E a gente perde tempo, perde paciência e perde o sono
Fica largado, se sente frustrado em meio ao abandono
Espera amparo, espera estima como cão sem dono
E se perde em apego e culpa o peito pelo passo torto
Se desfaz da noite
Do copo e da luz da lua
Saldando o açoite que no véu vermelho de amor se camufla
E cede mais do que a mente permiti ser
Mas o coração pulsa, aperta e obriga a ceder
E assim se envolveu em uma causa perdida
Ganhou "uma dose de inferno"
Onde só buscava um gole de vida
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