sábado, 12 de março de 2016

Quem sabe eu... choraria?

E quem sabe eu
Que tenho poucas chances
Que tenho poucas escolhas
Que passo desapercebido
Faço um dia uma melodia
Invento uma poesia
E contrario a sociedade
Quem sabe eu
Que tenho quase nada
Rabisco um papel de carta
E vejo frases estampadas em vagões do metrô
Quem sabe eu em minha desilusão
Que não percebo números, nem equações
Ouço ao longe um cantarolar
Uma voz suave a entoar meus tão vulneráveis refrões
E a plenos pulmões gritaria
Quem sabe eu choraria
Ao alcançar multidões

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