Eu tento me esquivar dessa dor
E ela se renova e se multiplica dia a dia
E o que mais me machuca
É que meu olhar se ilude
Se perde
No andar dessas esquinas
E eu rasgo o meu peito em orgulho
Pois mesmo não querendo
Eu quero
Mesmo num olhar sutil
Te procuro
E procuro sim
Vestígios nessas noites vazias
E quando não há, eu me lembro de vivencias que não viram dias
Eu lembro de sonetos que não possuem três versos
Eu recuso alegria para que mesmo em face da lamúria
Eu possa te ter mais por perto
E me sinto tão pouco
A mercê da emoção
Pois meu dedo apontou um amor
Que me fez voluntário
E meu coração se doou
E num desatino inocente
De um coração imaturo, inseguro de pureza que findou
Ficou Doente
Se tornou displicente
E eu...
Dei metade de mim
E você me afundou
Por um orgulho ferido
Sendo tanto ao ego o pouco
A metade não era o bastante
E o que você me tomou
Não foi hoje
Nem foi menos
Foi a me despedaçar na avalanche.
E a síntese mais exata para resumir o meu dano
É o Todo.
E a questão que me atira ao choro
Será eternamente infindável
Até onde verdade no Antes?
Até onde apenas um sonho?
O que fez se tornar tão distante?
como sempre, continuo adorando seus textoss anjinhooo
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