quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Açucar Mascavo...

Soando ficou
O leve suspiro que vicia
Ainda o cheiro da boca quente
Inebriante, me envenenou

Me embebedou com uma unica taça
Que nem de liquidos e nem de venenos
Tão pouco de carencias
Só um olhar que penetrou um coração
Só um olhar que acariciava a alma

Que em mim ja era amarga
Me preencheu num vazio infinito
Adoçou na sutileza
Como açucar mascavo
Avidez eu senti por um beijo
Quase me atirei em tais labios

E eu espero
Porque de ponteiros nem vivo
E do meu abandono eu não sou escravo
Aprecio os sabores
De injurias alheias
Ao alcance das grandes e também pequenas
Valentes emoções

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