sexta-feira, 15 de junho de 2012

Sabe...


Sabe... 
Como? Explicar não sei
Mas Hoje
Estou a sentir o céu tão baixo
A ponto de olha-lo, toca-lo
E de tão falso
Enfurecer e quebra-lo

Sabe...
Me desafio todos os dias a não buscar teu perfume
Até me encarcero para não ir de encontro
E me vejo tão fraco
Fraqueza que causo para não haver forças
Para nem por descuido chamar o teu nome

Me contrario inclusive
Numa jornada tão descabida
Sondando meu coração de mulheres
Que não despertarão em mim mais que desejo
Que pouco a nada despertarão o tal zelo
E muito menos o sentimento mais nobre
Querendo que ao menos costume o tempo me dê
Afim de que dessa angustia ainda reste vida
E desse martírio outro amor me tome

Queria Eu
Saber previamente
Que o tempo não cura
A ferida não sara
Dói
Custa cicatrizar
O infinito no peito pode soar menos profundo
Mas ainda será, mesmo que o mundo pare
O céu pode até não desabar

Mas de nada me importa o céu
Sem sol, sem lua sem noite a estrelar
Ainda me vejo a viver
A preferir me perder
Me perder do ar
Que a vida se perca no instante
A que por mais de um segundo
Sem você
Estar
  

Um comentário:

  1. Eu nem vou repetir, o quanto amo seus poemas.
    só dizer mais uma vez o quanto me vejo em todos eles, o quanto amo suas palavras e seus sentimentos...

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