quarta-feira, 17 de abril de 2013

Do flerte ao afago

Me peguei na inconstância de um sonho
E ao inusitado me banhei
Como se não houvessem barreiras
E tento limitar minha mente para que ao menos dessa vez
Eu não ultrapasse todas
E pudera eu, nenhuma fronteira

Se no céu existe das cores à escuridão
Que o destino me guie para onde o azul é mais brando
Me leve de volta ao meu refúgio seguro
Para que nem dos espinhos me sangre os dedos
E nem os meus dedos enxuguem teu pranto

E se vê no tempo a contradição
Fantasia essa que me toma agora
Se tão impossível é por hora
Mas que por existência, não anula saída

E ao invadir o meu peito
Apavora
Sendo mais que receio
Investir sem cautela nessa incerta loucura
Que de mais incerta seria deixar
Que dela me invada também sua intensa doçura
Doçura que luto a não me entregar

Mas por que me afaga
Me excita, e me tira do trilho?
Se me encontro em deslumbre
Nesse flerte sutil
Onde basta um olhar para me extasiar
E de só me bastar
Disparei o gatilho
E deixei me acertar...





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