domingo, 10 de novembro de 2013

Ironia imensa essa vida

Que irônia imensa essa vida
Que contraria a sí própria
Que dela só se nota a existência
Quando a ausência se faz maior
Que irônia imensa se faz nessas cores
Que deixam de existir ao se unirem em uma só

Como o mar vive seu affair?
Como pode ser esse amor libertino?
A lua linda se mostra ao mar
E o Sol passa a ser o seu mero Voyeur

Mas que triangulo de platônico imenso
Onde não há encontros e nem recomeço
No qual o Sol se esconde e a Lua ilumina
E o mar posa em seu acalanto
Desinibido ao lado do sol
Entre pinturas e fotografias

Mas que irônia maior seria
Um poeta que vive de amor
Logo eu que canto os devaneios do peito
Não conseguir demonstrar meu carinho
Não conseguir declarar meus anseios

Mas porquê motivos a vida é uma verdade ardida?
Impondo a quem sente
O tabu
Que torna o humano tão frágil
Mas absolve os de sentimento nenhum
E outros tolos como eu
Deixam o amor pelas calçadas
Porque de amor sente muito
Mas de coragem, nada.





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