segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O sonho que não se sonha mais

Em certas casas de espaço vasto
A vista, ficam vazios corações em peitos rasos
São mais que vasos de fino trato empoeirados
Corações em peitos rasos, são sentimentos apertados

Como levedo que leva ao copo um gosto destemperado
São jovens nessas fogueiras que se de bandeiam aos desprezados
Cartas escritas aos montes, sem selo e destinatário
Envólucros embalam sonhos, com fecho inviolável

São "sonhos que se sonha só"
Sonhos que se sonham e só
E na noite que não se sonha
Não se dorme, não se aquece e não se come
O dorso do que se afeta, se entrelaça em desconforto
O horizonte se desfaz no escurecer
E o sonho que se sonha
Não se sonha mais
Pois sonho se acaba sem o adormecer.









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