quarta-feira, 28 de maio de 2014

Misteriosa, inconstante e manipulável

Emitiu um som sofrido
Mas de tão distante não se ouviu a mensagem
Era quase imperceptível misturado aos ruídos dessa cidade
Sua voz reverbera pelos cantos, nos becos, nos montes e nas vielas
Muitos a julgam irrelevante
Outros a julgam pelo mesmo motivo que se escondem dela

Pode ser duvidosa, insensata, conservadora ou moderna
Cada um tem a sua, mas uma será absoluta quando propicia a hora for
Se juntam os ponteiros a subtrair o tempo
Acusados apostam que ela jamais se revela

Misteriosa, inconstante e as vezes manipulável
Feliz daquele que melhor a interpreta
Ou quem melhor a distorce de forma agradável

E se possível fosse abraçar uma causa perdida
Para que a mesma absolva sua realidade
Um lampejo de razão bastaria
Se existisse em todos menos divergência
Se cada individuo vivesse apenas sua própria existência
Se essa mãos se juntassem para abraça-la como ela é
Todos a veriam
Todos saberiam

A verdade...

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