sábado, 3 de março de 2012

Tanto diamante quanto areia...

Não entendo como pode
Tudo ser construído
Em cima de algo tão forte
E destruir nosso castelo

No qual eu acreditei piamente
Que era uma fortaleza
E sem fraqueza
Jamais ia desmoronar

Estruturado em diamantes
Foi assim meu ideal
Eu construí com um amor que nunca irá findar
Com ou sem você comigo
Não haverá outro igual
Nunca seria banal

Mas foi no sopro mais intenso
Foi ao chão sem nem piscar
O castelo de areia
Foi-se a se desmanchar
E eu continuei ali preso
Enterrado
Quase morto
Diferença quase nula
Um falecido á respirar

E nessa morte tão vivida
Não me resta quase nada
A bebida não preenche
Nenhum beijo eu desejo
Nenhum corpo me excita
Nenhuma canção me embala

Resta a mim
A caneta
E nem vontade me vem dela
Já sei que ela se apaixona
E não te tira da cabeça
Ela escreve, enquanto eu sinto
E assim eu te espero

Se o telefone tocar eu suspiro
Se não tocar... eu me rendo


Um comentário:

  1. juro, me arrepiei toda lendo.
    acho que senti o que voce sentiu
    minha garganta até fechou, que agonia..

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