quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Deixar ser...

Abri a janela esta manhã
E me deparei surpreso
Com um louco sentimento
Sentimento aventureiro

Ainda fresca a lembrança de um sonho
De viagens em mares, pessoas, lugares
E um gesto meigo

A fusão do tempo, espaço e fantasia
Era a loucura a manifestar-se ao olhar de morfeu
Idealizei ao extremo cada segundo de insanidade
E na realidade pude ver a mágia

Bendita melatonina que me guiou ao sono
E satisfez meu desejo
Me rendeu num beijo
Ao menos em sonho

Logo me tomou de inteiro
E passei a deixar que ela visse
Que se o sonho me vem
É porque dela sei
E de mim o que sinto
Sei que é verdadeiro

E se posso acordar e me ver nesse sonho
O que ela propõe? Se não o viver
Por que não deixar
Esse fogo arraigado
Se alastrar como pasto
Por que não?
Deixar ser...




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