terça-feira, 7 de maio de 2013

Maio

Fui obrigado essa noite a pensar nos nossos sonhos
E perceber que chegamos aqui
Até esse ponto
E nada se realizou

Posso projetar em minha mente algumas imagens
Mas não há mais mensagens
Nem juras de amor

Tive que imaginar que tudo poderia ser
Que poderia ser diferente
Mas nunca hei de saber como se comportou

Maio é um mês cruel
E ele nunca há de deixar
Que nossas vidas andem num passo correto
Estando em rumos tão adversos
Em espaços tão distantes
Em caminhos tão incertos

Não consigo racionalizar tantas decisões
Talvez houvessem outras soluções
E te faltasse eu guiar um caminho

Mas eu me vi em um canto escuro
Acoado, solitário e amando demais
Em um momento de loucura 
Deixamos tudo para traz
E agora vivendo
Sub-existindo
Ainda estamos sozinhos

E mesmo tão distante
Te sinto em ao menos um 
Um instante
A cada dia
Não te vejo, nem te ouço
Pois nem nessas ruas você se apresenta
Mas seu perfume exala nos cantos da cidade
E eu vejo em cada esquina um pedaço seu
E conto na mesma padaria aos amigos
Das coisas que a gente viveu

E eu precisava dizer
Mesmo que você não leia nada disso
Mesmo que não rime mais nenhum verso
Que eu só queria saber de você
Que eu só queria te ter mais por perto
Que não chegasse dia 16.

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