terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Sem norte

Busco atalhos, atalhos de trilha mais breve
Me perdi do restante
Dormi no caminho, e segui sozinho até este instante

Diga-me!
Onde é o caminho mais curto para a contemplação?
Caminhei nesses dias sem rumo, de pé no chão
Sem bussola para me apontar o norte
Sem luz do sol a me apontar direção
E ainda não me recordo muito bem o que vim fazer tão distante
Somente sei: Fui  pego em flagrante pela desolação

E a despeito dos que seguiram avante
Digo que um dia avistarei luz do sol
E saberei caminhar ao leste no amanhecer
E levarei em meus pés cada pedra que pisei nesse chão

E quem sabe não mais busque conforto em folhas em branco
E das escolhas que fiz não mais me arrependa
E até me surpreenda quando não houver mais pranto




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