No dia em que você se foi
Eu deixei de amar
Eu deixei de apreciar os aromas ao me autoflagelar em lembranças
E assim me abriguei num quarto escuro e frio
Onde não houvesse um vespeiro à me ameaçar
Nenhuma adaga a me apunhalar ao refletir em seu gume, esperança
Eu te amei
Te amei muito
Te amei tanto
Que até doía
E sentia... muito
Uma sensação confusa, de solidão
Um pranto infindável que eu despejava em cada canto
Cada lamúria que me entranhava o peito
Em cada sorriso que eu calei em vão
E não só de escuridão se faziam meus dias
Eles compunham períodos extensos de luz ofuscante
Assim como também foram as noites sombrias
As garrafas vazias
As paisagens acinzentadas
Como as calçadas frias
Em que passei madrugadas
Entre riscos e frases que eu escrevia
Hoje eu não entendo ao certo o por quê tanto sofria
Mas uma coisa eu sei
Eu te amei
Amei muito
Amei tanto
Que até doía
E sentia... muito
Pois você não sentia
Nenhum comentário:
Postar um comentário