sábado, 3 de março de 2012

Minha pequena, (virgula)

Eu preciso te dizer
Que esse verão é tão frio
Que esse quarto é vazio
E meu amor ainda queima

Eu preciso escutar tua voz
Poder exclamar meu amor
Saber que não eu
E sim Nós

Eu preciso desvencilhar essas mágoas
Me encantar sem pudor
Pois renegando o amor
Eu não encontrei mais nada

Eu preciso me contradizer duas vezes
Para voltar ao princípio
E se caso preciso
Negar a mim por três vezes

Eu só preciso
De uma nova loucura
Da sua cama tão minha
E da beleza tão sua

Eu preciso esquecê-la
Mas não consigo não vê-la
Me conformar que perde-la
Se tornou um fracasso

Só que nem quero. Só preciso
Mas até preciso, e não acho

E por que não dize-la
Desse amor tão fugaz
Inevitável demais
Para jogar da janela

E sem escapar
Não conseguirei agora
E talvez nunca
Jamais
Sem sair do lugar

Porque tudo é muito
Um pouco demais
Porque é tão presente
Nos copos, nas xícaras
Nos domingos de tarde
Lanchonetes de esquina
Nas paredes riscadas
Até nas Padarias, nas casas
Nos shows e até nos quintais

São lembranças constantes
De uma pequena virgula
Que ficou infinita
Enfim
Marcante demais...

Um comentário:

  1. "Nos copos, nas xícaras
    Nos domingos de tarde
    Lanchonetes de esquina
    Nas paredes riscadas
    Até nas Padarias, nas casas
    Nos shows e até nos quintais
    "
    AMEI

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