sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sem Eira, nem Beira

Hoje me veio repentinamente
Alguns pensamentos, após de uma dose amiga
Me vieram os complexos inebriantes da vida
E passei a analisar pontos cardeais
Da história que hoje se fez passado
E no passado já se fez vivida

Pensei logo o quanto que eu queria crescer quando menino fui
E quando cresci, não consegui olhar ninguém de cima
Pois o mesmo a fazer essa narrativa
Se punha na rasteira,
Sem eira nem beira e sem rima

Desejava as moças mais bonitas
Os livros das prateleiras mais altas
E conforme crescia
O que me adoçava a boca eram os pecados
E deles eu conheci bem
Dos mais doces aos de mais puro amargo

E me deliciei na luxúria
Ahh como me esbaldei
E as mulheres que tanto quis
De tudo fiz
Pensei que morreria de dor
De tanto que já amei

Mas dor de amor passa
Deixa os rastros e a parede de concreto
E fica cada vez mais difícil a conquista
Para o próximo amor que chega
Conseguir provar que é realmente o certo

E quando chega
A força é tanta
Que alegria não só transborda
Felicidade até vaza
Entra pela porta, pula janela e já vira de casa
Faz bolo, faz festa e faz até serenata

Inspira a mão dos violeiros
Inspira de violinos a pandeiros
E até o cantores se animam a gorjear
Parece conspiração do universo
E depois de tanto sofrer
De escrever esses versos
Como posso dizer que não voltei a amar?

Nenhum comentário:

Postar um comentário