segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Talvez eu não quisesse o rancor

Eu não queria  nada demais
Só queria um violão
Alguém para me inspirar
Uma rede a me encostar
E compor uma canção

Mas nunca me dei bem com a simplicidade
Sonhei mundos e vivi grãos
Deixei meus sonhos por meus amores
Anulei parcelas dos meus valores
Gastei status aos meus credores
Pra tais amores deixarem em vão

Mas nunca correspondi ao meu ego
Sempre me achei tanto
Mas tão pouco
Sei que não posso tudo
Mas me amo muito
Ou me amo pouco?
Ou será escudo?
Mas pra que tanto eu sonho?
Se o ego inflado nunca deixou de lado
A vontade de despejar o desprezo em cima de todo mundo

E pra que tanto rancor
Se foi dos que me difamaram
Talvez dos que não me vissem
Ou mais dos que duvidaram
Ou que apenas buscaram
Atrás das minhas lentes
E que minha carcaça pisaram
Por não conseguirem ser algo
Maior do que minha mente

Me traduza nas portas fechadas
Nos olhares lacrados
O que me aguarda?

Se posso amar quem odeia meu canto?
Se é isso que eu vivo e quando não vivo
Sou uma folha em branco

Talvez eu não quisesse o rancor
Talvez...
Só me faltasse um amor





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