Acordei sem um pensamento se quer
Me dirigi a cozinha, tomei meu café
Como manda meu cotidiano simplório
Troquei os meus trapos e sai pela rua,
Sem rumo e sem culpa.
No ponto, ao longe, avistei o coletivo a se aproximar
Contei minhas moedas, eram 2,80, passei a roleta ainda sem nada a pensar.
Ao me acomodar na cadeira, virei à janela e profundamente respirei.
Um aroma singular me guiou ao pensamento, inevitavelmente eu me transportei
Transportei a um passado distante, pouco, mas presente, um passado "distante quase recente"
E me veio em segundos
Quase instantaneamente
O frasco purpura em sua cabeceira,
Acompanhado de outro, rosa intenso.
Um perfume doce, delicado e marcante
De marca que me lembrou no instante teu beijo.
E a me estender as lembranças quase que passo o ponto
Passei o dia a reviver essa epopeia inteira
E nesse capricho do acaso
Ficou em mim guardado
O "Capricho" que tinha em sua cabeceira
Lindo demais... você escreve cada vez melhor... adoro ler...
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