sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Como um amor Oriental...

Sinto uma lasca de meu coração se refazendo
E se faz da poeira, se afirmando concreto
Ao olhar para o horizonte e voltar a ser
Voltar a apreciar o cair da noite
E no momento mais indiscreto
Talvez o mais relevante
Me leva levemente na canção
Guiado ao encantamento
A melhor sensação
De sentimentos que desejo profundamente
Que não sejam declarados em vão

E sinto nesse momento tão involuntário
A necessidade de alimentar essa brasa
Que durante longo período
Se perdeu do oxigênio
Se apagou por varias noites
Não acendia por nada

E precisava esse coração desolado
Sentir uma brisa
Para observar o que se quebrou
Em milhões de pedaços
Assim como vidraça

E num caco pequenino
Escondido, quase imperceptível
O reflexo de um olhar amendoado, angelical
Uma musa de traços raros
Como a arte que a desenha
Um beijo suave do destino
Insinua o inusitado
Como um amor Oriental





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