quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Desventuras


Nossos nomes desvairados e afls.
Esqueci cada um.
Em ponto de dizer-lhes e nega-los o que sempre fiz
Em todos os dias da minha vida
De todos os enganos que eu me permiti

Revoga-los para buscar o fim da busca
E entreter-me para distrair minha cabeça confusa
Desprender-me da minha condição avulsa
Para encantar-me com mais uma mentira doce
De tristeza ou felicidade intrusa

Visceral, infernal, latente
Os olhos que me inspiram o amor
Os versos mais belos
Saem gotas de tristeza que se secam ao vento
Intensificam as sensações
Vivendo, estando, equilibrando aos extremos
E nas paixões os enredos
E nas versões, emoções
Que envolvem multidões em verões
Que somem no tempo

Mas que assim como foi
Alguns ficam
E se movem, até que se provem
Até se comovem, sem destoar de um restante
Que aspira além de um instante
Sim
Talvez um romance
Sim
Talvez um drama,
Ou uma história para nunca esquecer
Simplesmente querendo
Uma vida para se viver

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